quinta-feira, outubro 05, 2006

Filmes XI - "Cicatriz", de Ícaro e Tânia Duarte

Filme: "Cicatriz"
Duração: 6' 16''
Ano: 2005
Realização: Ícaro e Tânia Duarte
Argumento: Ícaro e Tânia Duarte
Animação: Tânia Duarte, Ralf Meed
Edição: Tânia Duarte
Fotografia: Hugo de Almeida
Música: Frederico Serrano
Produção: Ícaro e Tânia Duarte

Sinopse

Um sonho entre o real e imaginário, em que os objectos trocam relações e segredos, num crescendo intimista em que os corpos se fundem pelas sombras, num lugar habitado pelo imaginário da pintura.


quarta-feira, outubro 04, 2006

28 de Outubro - Dia Internacional da Animação

O Cinema de Animação está de parabéns!
O dia 28 de Outubro, data em que Emile Reynaud apresentou a primeira projecção do seu teatro óptico no Museu Grevin, em Paris, no ano de 1892, é reconhecido desde 2002 (pela Associação Internacional do Filme de Animação - ASIFA) como o dia internacional da animação.
O evento é comemorado pelos quatro cantos do mundo, e Portugal não é excepção. Para assinalar a data, a Casa da Animação do Porto organiza um programa itenerante, que contempla uma secção de Cinema de Animação, exclusivamente Português, composta por 13 curtas-metragens: "1999", de Francisco Lança, "As Máquinas de Maria", de Marta Madureira, "Histórias Desencantadas" de Vitor Lopes, "A film About Us" de Pedro Lino, "Sem Respirar de Pedro Brito", "Cicatriz" de Icaro e Tânia Duarte, "Sêlo ou não selo" de Isabel Aboim, "Lixo", de Mário Filipe Gajo, "Eu descobri Portugal", de Armando Coelho, "Abraço do Vento" de José Miguel Ribeiro, "Menu"de J oana Toste, "Cosmix" de Agostinho Marques, e "Como uma Sombra na Alma" de Fernando Galrito.
As curtas metragens podem ser vistas nas localidades das instituições aderentes ao evento: Avanca, Vila do Conde, Lagos, Horta, Montemor-o-Novo, Faro, Tondela, Amadora, Ponta Delgada, Porto, Covilhã, entre outras.
O dia será ainda brindado com a ante-estreia de seis curtas-metragens portuguesas na Casa da Animação: "A Noiva do Gigante", de Nuno Amorim, "Jantar em Lisboa", de André Carrilho, "Sem Dúvida Amanhã", de Pedro Brito, "O Turno da Noite" de Carlos Fernandes, "Histórias de Molero", de Afonso Cruz e "A Culpa" de Irina Calado.

Para mais informações consualtar: http://www.casa-da-animacao.pt/programas/Programa_FMA06/filmes.html



Cartaz oficial do "Dia Internacional da Animação"




sábado, setembro 30, 2006

Filmes IX - "Histórias Desencantadas", de Vitor Lopes

Filme: "Histórias desencantadas"
Duração 8'
Ano: 2000
Realização: Vitor Lopes
Argumento: Vitor Lopes
Técnica: Desenho e animação 2D
Produção: Cineclube de Avanca

Sinopse

Entre personagens e histórias de televisão, o último olhar do nosso herói, antes de adormecer vai para os velhos livros na estante e as suas tradicionais histórias encantadas.

Filmes VIII - "As Máquinas de Maria", de Marta Madureira

Filme: "As Máquinas de Maria"
Duração: 8'
Ano: 2003
Realização: Marta Madureira
Produção: Marta Madureira
Argumento: Marta Madureira
Animação: Marta Madureira
Técnica: Animação em Flash

Sinopse

"O passatempo preferido da Maria é inventar máquinas.
Não consegue estar parada. Está sempre a engendrar qualquer coisa.
Mas tanto inventou, que um dia não conseguiu inventar mais nada..."



terça-feira, setembro 26, 2006

Filmes VI - "A Film About Us", de Pedro Lino

Título: "A Film About Us"
Ano: 2005
Duração: 05'25''
Produtor: Pedro Lino
Realizador: Pedro Lino
Argumento: Pedro Lino
Animação: Pedro Lino
Música: Aphex Twin/Yoshinari Takahashi
Técnica: Tinta da china e aguarela sobre papel


Imagem do filme "A Film About Us"


Filmes V - "A Religiosa II", de Clídio Nóbio

Título: "A Religiosa II"

Ano: 2006
Duração: 03'
Produtor: António Costa Valente e Abi Feijó
Estúdio: Filmógrafo
Realizador: Clídio Nóbio
Argumento: Clídio Nóbio
Animação: Clídio Nóbio
Técnica: Desenho sobre papel


Sinopse

"Trata-se de uma pitoresca e colorida personagem de freira católica, ingénua e sensual, sempre afadigada e muito curvilínea, cuja irreverência terá causado assombro quando foi apresentada em 1996, na que foi a sua primeira saga."

in Expresso Actual nº 1768, de 16 de Setembro de 2006/Sul


Imagem do filme "A Religiosa I"


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terça-feira, agosto 29, 2006

Filmes IV - "Abraço do Vento", de José Miguel Ribeiro

Título: "Abraço do Vento"
Ano: 2004
Duração: 02'34''
Produtor: Luís da Matta Almeida
Produtora: Zeppelin Filmes, Lda
Realizador: José Miguel Ribeiro
Argumento: José Miguel Ribeiro
Animação: José Miguel Ribeiro
Música: “Canto do Trabalho” de Carlos Paredes
Fotografia: José Miguel Ribeiro
Montagem: João Camplon, José Miguel Ribeiro
Técnica: Técnica mista (Animação de Volumes/Desenho)

Prémios:

"Melhor Filme de Animação"
Corta! Festival Internacional de Curtas Metragens do Porto, Portugal 2004

"Prémio Onda-Curta/ 2: RTP"
Festival Internacional Curtas Metragens de Vila do Conde, Portugal 2004

"Menção Honrrosa"
KROK International Animated Film Festival, Ucrânia 2004

"Prémio FNAC - Melhor Filme Português"
CINANIMA - Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho, Portugal 2004

"Prémio TMN para a melhor curta metragem portuguesa"
Fantasporto - Fest. Int. de Cinema do Porto, Portugal 2005

"Premio a la Mejor Animación"
ANIMA 05 - Cordoba Animation Festival, Argentina - Programa Temas y Ritmos 2005

"Melhor Filme de Curta Metragem"
2º Festival de Cinema da Covilhã, Portugal 2005

"Gold Panda Award for Animation"
International "Gold Panda" Awards for Animation, China 2006


Imagem do filme "Abraco do Vento"


Excerto do Magazine Flip, exibido na RTP2


Filmes II - "Super Caricas" de Cláudio Jordão

Título: "Super Caricas"
Ano: 2003
Duração: 6'
Produtor: Cláudio Jordão
Realizador: Cláudio Jordão
Argumento: Cláudio Jordão
Animação: Cláudio Jordão
Música: João Paulo Nunes
Técnica: Animação 3D




Imagem do filme "Super Caricas"

Filmes I - "A Menina Gorda", de Pedro Lino

Título: "A Menina Gorda"
Ano: 2004
Duração: 02'17''
Produtor: Pedro Lino
Realizador: Pedro Lino
Assistente: Rita Carvalho
Argumento: Pedro Lino (adaptado do poema homónimo de Ribeiro Couto)
Animação: Pedro Lino, Rita Carvalho
Voz: Poema recitado por João Villaret
Técnica: Desenho a lápis de cor, sobre papel

Prémios:

"Jovem Cineasta Português"
Cinanima 2004, Espinho, Portugal

"Melhor Argumento"
Festival de Vídeo do Barreiro 2005, Barreiro, Portugal

"Best Poetry Incorporation in a Film"
Next Film Festival 2005, Vilnius, Lituânia

"Somos Todos Filhos da Terra" (melhor vídeo)
Festival-Luso-Brasileiro de St. Maria da Feira 2005, Portugal

“A Menina Gorda”, ilustra o poema homónimo de Rui Ribeiro Couto, que conta uma pequena história sobre uma pequena menina, cuja característica principal é ser gorda!
Sobre um fundo branco, o desenho bicolor prima pelo seu traço simples e ingénuo, ao qual se acrescenta um ponto de humorismo, mas é na metamorfose das formas que o desenho encontra a sua expressão máxima; E apesar da personagem manter a sua configuração durante todo o filme, o espectador facilmente consegue perceber o quão volátil é a aparência da forma.
Sem diálogos, o filme conta apenas com a declamação do poema por João Villaret.




Pormenor do filme "A Menina Gorda"

sexta-feira, agosto 18, 2006

Realizadores IV - Francisco Lança

DADOS BIOGRÁFICOS

Nome Completo: Francisco Lança
Data de Nascimento: 14 de Março de 1957
Naturalidade: Lisboa
Nacionalidade: Portuguesa

FILMOGRAFIA

"Retrato de Portugal" (1985) 60''
Filme colectivo resultado de curso da Gulbenkian
"Impressions" (1986) 2´
"Wartime" (1986) 2´
"Last Cut" (1986) 2´
"Memories" (1988) 2´
"The spotted Kingdom" (1988) 5´
"Genérico Festival Lisboa88" (1988) 30´´
"Mar Português" (1989) 5´
"Ana" (1992) 2´
"Woods" (1997) 3´
"Raizes" (1997) 2´
"África" (1998) 3´
"1999" (2001) 5´
"Zé e o Pinguim" (2003) 10´
"Bruxas" - Em produção

terça-feira, agosto 15, 2006

Realizadores III - Cláudio Jordão

DADOS BIOGRÁFICOS

Nome Completo: Cláudio Jordão do Carmo Viegas

Data de Nascimento: 9 de Março de 1972

Naturalidade: Olhão

Nacionalidade: Portuguesa

Página Web: www.claudiojordao.com

FILMOGRAFIA

Super Caricas (2003)

Esperânsia (2006)


É em criança, e inspirado por séries animadas como "Vickie, o Viking", "Conan, o Rapaz do Futuro", "Flash Gordon", "Era uma vez o Espaço" e tantas outras, que Cláudio Jordão descobre o cinema de animação, confessando-se, ainda hoje, fascinado pelas imagens em movimento. Quando chega ao 10º ano escolhe o curso de Contabilidade, mas já a frequentar o 2º semestre descobre que afinal esta não é a sua vocação e resolve mudar para o curso de Arte e Design, onde acaba por concluir o 12º ano. Terminado o Ensino Secundário, Cláudio integra em 1992 a primeira turma do Curso de Design na Universidade do Algarve, onde pela primeira vez tem contacto com um computador! Rapidamente se apercebe das possibilidades e potencialidades das novas tecnologias aliadas ao design, e quando termina o curso, em 1996, junta-se com 3 colegas e amigos (Nelson Martins, Délio Mendes e Nuno Costa) e criam a 1ª empresa multimédia do algarve. Nasce assim em 1997 a "Pantapoiein criações-multimedia" : "o sonho de 4 amigos que nada sabiam de gestão empresarial e que se viram de repente a tentar apresentar serviços que muita pouca gente entendia o que eram..." A empresa progrediu, e rapidamente se viu premiada nas áreas da Animação 3D e Design Gráfico e Internet, recebendo 2001 uma proposta para integrar o grupo Tinta Invisivel, mais tarde Neoris, sediado em Lisboa, aumentado assim a sua equipa para 18 pessoas.
A par da sua actividade como sócio da Pantapoiein, Cláudio Jordão foi ainda responsável pelo Departamento de Animação da mesma, e docente das cadeiras de "Imagem Animada" e "Animação" do curso de Design da Universidade do Algarve, no ano lectivo de 1999/2000.
Em 2002, durante o "AVANCA 2002 - Festival de Cinema, Vídeo e Multimédia", Cláudio coordena o workshop "O 3D no Cinema", orientado por uma dupla da produtora de animação espanhola DYGRA-FILMS.
Em 2003, começa a colaborar com a agência de publicidade FOOTE CONE & BELDING – Portugal, (agora DRAFT-FCB), como motion-designer. Em 2004 realizou dois filmes publicitários para o produto "Raid" : "Barata" e "Mosquito", com que a FOOTE CONE & BELDING representou Portugal no "Festival Internacional de Publicidade de Cannes". Sendo os 2 filmes seleccionados para a short-list desse festival.
Ainda em 2004, apresenta a sua curta-metragem de animação "Super Caricas", no "AVANCA 2004".
Em 2005 realiza um filme publicitário para o desodorizante "8x4", intítulado "24 horas", com o qual a FOOTE CONE & BELDING foi finalista no "Festival Internacional de Publicidade de Montreux".
Ainda em 2005, "24 horas" e o filme publicitário "Striker", que realizou para o magazine de informática "Bits & Bytes", representaram a FOOTE CONE & BELDING – Portugal no "Festival Internacional de Publicidade de Cannes" Mais recentemente apresenta em "Avanca 2006" a sua a curta de animação intitulada "Esperânsia", premiada na categoria "Competição Avanca".

sexta-feira, agosto 11, 2006

Séries Animadas II - "As Aventuras de Móli"

Série: "As Aventuras de Móli"
Ano: 2004
Distribuidora:
Financiadora: Animanostra, ICAM, RTP Animação
Produção: Humberto Santana
Produtora: Animanostra
Duração: 13 episódios de 4 minutos segundos cada
Classificação: Série destinada a crianças
Realização: Ricardo Blanco
Argumento:Humberto Santana com a colaboração de Sofia Vilarigues
Música:Paulo Curado
Som: Nuno Gelpi, Paulo Curado
Animação: Carla Guita, Fiona Nunes, Irina Calado, Lorenzo Degli'Innocenti, Osvaldo Medina, Ricardo Blanco, Rui Gamito
Animação por Computador:


Esta série de animação portuguesa concebida para televisão conta "As Aventuras de Móli", uma trataruga bebé, e os seus amigos: Fáfá, a lagosta; Lúcinho, o cavalo-marinho; Zacarias, o peixe voador; Piriri, o ouriço-do-mar, entre outros.
A série é composta por 13 episódios de 4 minutos cada um:

1º episódio - O nascimento de Móli
2º episódio - Os amigos de Móli
3º episódio - A ilha dos mexilhões cantores
4º episódio - O polvo Tucátulá
5º episódio - As baleias
6º episódio - O ouriço Piriri
7º episódio - O vulcão submarino
8º episódio - O pinguim Serafim
9º episódio - A tempestade
10º episódio - O vale das algas douradas
11º episódio - O casamento da anémonas
12º episódio - A tartaruga gigante
13º episódio - Os dois peixinhos fugitivos




Imagem da série "As Aventuras de Móli"

quinta-feira, agosto 10, 2006

Séries Animadas I -" Bom Dia Benjamim"

Série: "Bom Dia Benjamim!"

Ano: 2001
Distribuidora:Animais Lda.
Financiadora:Animais Lda / ICAM
Produtora:Animais Lda.
Duração: 184 episódios de 30 segundos cada, num total de 92 min
Classificação: Série destinada a crianças entre os 3 e os 7 anos
Realização:Nuno Amorim Produção Executiva:Nuno Amorim
Argumento: Maria João Cruz, Patrícia Casatenheira e Miguel Viterbo
Música:Paulo Curado
Som:Paulo Curado e José Peixoto
Técnica: Flash
Animação:Miguel Braga e Sandro

"Bom Dia Benjamim!" começou por ser um disco / livro, que surgiu a partir de uma ideia original de José Peixoto, mais tarde a ideia é desenvolvida e a personagem ganha vida!
Hoje, "Bom dia Benjamim!" é uma série de animação portuguesa concebida para televisão, em 184 episódios de 30 segundos. Cada um destes episódios conta uma pequena história, real ou imaginária, da vida de Benjamin, um rapazito de 6 anos "que vive num mundo quase a duas dimensões, uma flatland desenvolvida no imaginário visual do livro homónimo, onde os pais, os amigos, os brinquedos, os objectos e as acções do quotidiano são por ele observados de forma peculiar".
A série associa ainda ao seu carácter lúdico, uma componente pedagógica, tendo sido exibida na RTP2.


Imagem da Série "Bom dia Benjamim!"


Excerto do Magazine FLIP, exibido na RTP2 dia 9 de Junho de 2007

terça-feira, agosto 08, 2006

7 Técnicas, 7 Filmes

Cada filme de animação é singular. Não só pelo seu conteúdo, mas sobretudo pela técnica que usa para lhe dar forma.Existem várias técnicas de animação, desde a animação directa em película, passando pela animação tradicional, de volumes, recortes, retalhos...Apresentamos aqui as 7 técnicas mais comuns, e para cada técnica um filme de animação português, claro está!

Animação Tradicional

Este é o tipo de animação mais comum. O suporte varia entre a folha de papel, o acetato, ou o vidro. Os materiais riscadores também variam, o carvão, os lápis de cor ou de cera e a grafite são os materiais mais utilizados.

Filme: "Eu quero a Lua" (1970) de Artur Correia

Animação de Recortes

Esta técnica assenta no uso de recortes. O animador pode recorrer a recortes de revista, ou fabricar os seus próprios modelos.

Filme: "Automania" (1943) de Servais Tiago

Animação de Volumes

A animação de volumes consiste na animação de objectos volumétricos, frame a frame. As pastas de moldar, a plasticina, o barro, o látex, a borracha ou a resina são os materiais mais utilizados.

Filme: "A Suspeita" (1999) de José Miguel Ribeiro

Página oficial do filme : http://www.atalantafilmes.pt/2001/asuspeita/#


Salcedas, personagem do filme "A Suspeita"

Animação de Areia

De todas as técnicas apresentadas esta é talvez a menos comum. Consiste me trabalhar a areia, ou quaisquer outros materiais granulados sobre um vidro disposto na horizontal e iluminado por baixo. O animador cria as suas figuras sobre este vidro.

Filme: "O Clandestino" (2000) de Abi Feijó.

Imagem Produzida em Areia

Disponível em www.historiatragicacomfinalfeliz.com

Animação em Placas de Gesso

Esta técnica consiste em pintar ou desenhar sobre placas de gesso. A animação final adquire um aspecto muito característico, devido à textura do gesso riscado.

Filme: "A Noite" (1999) de Regina Pessoa.

Placa de Gesso esculpida por Regina Pessoa

Animação por Computador (3D)

Devido à crescente inovação tecnológica, os animadores têm à sua disposição inúmeros programas de software que possibilitam a animação usando exclusivamente o computador. A animação por computador (3d) tornou-se popular mundialmente, em grande parte devido aos filmes produzidos pelos estúdios da Pixar, nos Estados Unidos da América.

Filme: "O Super Caricas" (2003) de Cláudio Jordão

Imagem do filme "O Super Caricas" de Cláudio Jordão

Imagem cedida por Cláudio Jordão

Pixiliação

Esta técnica consiste na captação de imagens estáticas de pessoas, o que provoca um efeito saltitante, aquando a projecção das imagens. É uma técnica que requer muito esforço e expressividade por parte dos actores, que têm de se manter imóveis a cada captura!

Filme: "O Médico e a Duquesa" (1982) de Ricardo Neto

segunda-feira, agosto 07, 2006

Avanca 2006

Realizou-se entre 26 e 30 de Julho, a 10ª edição dos encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia de Avanca.
Este Festival, que completou este ano o seu 10º aniversário, apresentou aos seus participantes 10 workshops dos quais três estavam especialmente direccionados para a animação:


Cinema e Pintura - Um Espaço Criativo Para Protagonistas
Este workshop, orientado por Sylvia Kristel (Holanda), Ruud Den Drijver (Holanda) e Juan de Graaf (Holanda) tinha como ponto de partida o filme de animação "Topor et Moi" , realizado por Sylvia Kristel, onde a pintura e o cinema se misturam deliciosamente.
Os participantes tiveram a oportunidade de discutir com Sylvia Krystel, Ruud Den Drijver, Dorna e Juan de Graaf as relações possíveis entre a pintura e o cinema de animação. houve espaço para o visionamento de filmes, e ainda para a realização de pequenos exercícios práticos propostos pelos orientadores.
Os participantes tiveram ainda contacto com Juan de Graaf, o animador escolhido para dar vida ao filme, que partilhou a sua experiência como animador, revelando parte do processo criativo de "Topor et moi", assim como de outros filmes da sua autoria.

Orientadores: Ruud, Juan e Dorna
Desenvolver Projectos de Animação Para ou de Adultos
O Workshop de Animação Para Adultos contou com a presença do Orientador Jean-Paul Walravens (Bélgica), também conhecido como Picha.
Este realizador de 64 anos, é um dos mestres do desenho animado satírico e provocador e autor de diversas longas-metragens de cinema de animação "de adultos".
Aos participantes deste workshop foi proposta a realização de um projecto de animação para adultos em que se deveria escolher um fim alternativo para a história da "Branca de Neve".
Orientador: Picha
Controlar a Luz na Animação de Pixiliação
Orientado por Urmas Jõemees (Estónia), este workshop foi um dos mais produtivos do festival, tendo sido apresentada no final uma série de pequenos filmes/exercícios realizados pelos participantes.

terça-feira, agosto 01, 2006

Critíca - "Esperânsia", de Cláudio Jordão


Filme: "Esperânsia"
Realizador: Cláudio Jordão
Som: João Paulo Nunes
Produtor: António Costa Valente
Data de Produção: Set/Out de 2005 até Junho de 2006
Data de Estreia: 27 de Julho de 2006 no Festival de Avanca
Técnica: Animação 3D
Duração : 8' 15''

Estreou dia 27 de Julho, no festival de Avanca, o mais recente filme de Cláudio Jordão, "Esperânsia".
O título deixa-nos já adivinhar um pouco da história, onde uma mistura de esperança e ansiedade conduzem os seus protagonistas a um final inevitavelmente romântico, envolvendo o espectador num misto de nostalgia e tristeza.
Apesar de ser um filme digital em 3D, o seu aspecto estílistico assemelha-se um pouco ao da animação tradicional, sendo de destacar o fabuloso movimento conseguido no esvoaçar do vestido da personagem feminina e, embora o filme se encontre repleto de elementos românticos como a lua, o rochedo, ou a cruz de Cristo, é através da cor (preto e branco) que melhor representa os sentimentos e estado de alma vividos pela personagem feminina.
"Esperânsia" é uma história do passado, uma história da memória, da cultura e das mulheres portuguesas, que nos é apresentada num futuro distante.

Fotograma do filme Esperânsia de Cláudio Jordão

Imagem cedida por Cláudio Jordão

segunda-feira, julho 17, 2006

"His Master's Voice" - Animação ou não?

No livro "História do Cinema Português de Animação - Contributos", podemos encontrar uma referência a este anúncio. Esta referência, questiona no entanto, se o pequeno anúncio seria ou não animado. Facto que a confirmar, faria de "His Master's Voice" [1], de Luís Nunes, o primeiro "filme" animado português.
Acontece que a única fonte de informação relativa a este filme é Luís Nunes, o seu realizador, que, numa entrevista, publicada no suplemento "Vida" N.º 3 do semanário INDEPENDENTE, ano 1, N.º 25, de 4 de Novembro de 1988 afirma:

"Fiz esse filme para os cinemas de Lisboa, vendi-o para Inglaterra e acabei por perder o quinto ano do liceu. Fui para a China, fui para a Rússia, para toda a parte. Enquanto durou o dinheiro, nunca mais voltei aqui a Portugal. Tinha era que arranjar sempre uma pessoa que depois me acompanhasse em viagem, porque eu era menor. E pagava aquilo tudo! Foi tanto o dinheiro que recebi que fazia isso!"

As afirmações de Luís Nunes são curiosas. Não deixa de ser estranho que o"primeiro filme publicitário internacional" fosse realizado em Portugal por um miúdo com treze anos de idade, e as afirmações seguintes parecem-me, no minímo, exageradas...
Para comprovar então a existência do filme, consultámos o prontuário de José Matos-Cruz. De facto o filme é mencionado no prontuário, mas acresce de uma chamada que refere que a data e os elementos foram referenciados por Luís Nunes. Parece que entramos num beco sem saída...
Consultei então Paulo Cambraia [2], historiador de cinema de animação português, que por sua vez já tinha consultado outros dois historiadores/investigadores: José Matos-Cruz [2] e Fátima Marques [2].
Temos então a mesma opinião de três pessoas diferentes:

Segundo J.Matos-Cruz tratou-se de um filme publicitário, constando apenas a animação no "packshot" [3].
Temos assim, que seria um filme de imagem real.

Segundo a Fátima Marques, tratou-se de um filme imagem real, que no final apresentava a imagem de um cão a olhar um gramofone, de onde saia a voz do dono. Neste packshot, a boca do cão abria e fechava.

Segundo Paulo Cambraia, o anúncio não deve ser qualificado como animação, uma vez que a "suposta" animação surge apenas no final do filme de imagem real, limitando-se à abertura e fecho da boca do cão.
Reserva ainda algumas dúvidas quanto ao realizador do filme, afirmando que "Luís Nunes, eventualmente terá feito a boca mexer".

Não existindo material fílmico para o provar, podemos então concluir que "His Master's Voice" é um filme publicitário de imagem real, onde figura no plano final, uma "tímida" animação da boca do cachorro.
O filme não deve assim ser confundido com uma animação, no verdadeiro sentido da palavra.
Estes factos reforçam o legitimidade de "O Pesadelo de António Maria" como primeiro filme de desenhos animados português.

[1] A 11 de Fevereiro de 1899 Barraud regista o quadro "Dog looking at and listening to a Phonograph", que mais tarde viria a alterar o nome para "His Master's Voice". O quadro foi comprado por uma empresa discográfica que fez dele a sua imagem de marca, contudo, só em 1910 seriam registados como trademark, tanto o quadro como o título.
Para os mais curiosos, podem consultar a página http://www2.danbbs.dk/~erikoest/nipper.htm

[2] Paulo Cambraia, José Matos-Cruz e Fátima Marques são historiadores/investigadores de Cinema. Sendo José Matos-Cruz historiador de cinema português e Paulo Cambraia e Fátima Marques de cinema português de animação

[3] - "packshot" - calão publicitário.
É usado para designar um "plano de produto", ou seja, o plano que surge no final dos filmes publicitários mostrando o produto.



Imagem da marca "His Master's Voice"

©1997, 1998 Erik Østergaard, Copenhagen, Denmark.


quarta-feira, julho 12, 2006

Animação Portuguesa na Internet

Podemos encontrar na Internet um conjunto de sites e blogs dedicados, integral ou parcialmente, ao Cinema Português de Animação. Ficam aqui as referências:


Páginas

CASA DA ANIMAÇÃO
www.casa-da-animacao.pt
Página oficial da Casa da Animação do Porto. Podemos encontrar noticias, workshops, exposições, e a programação desta instituição.

AMOR DE PERDIÇÃO
www.amordeperdicao.pt
Página dedicada ao Cinema Português, contém um conjunto de artigos sobre o Cinema Português de Animação que classifico como muito bons.

ICAM
www.icam.pt
Pagina oficial do Instituto Português do Cinema, Audiovisual e Multimédia. Esta página contém informações sobre o numero de animações produzidas com o apoio do ICAM, assim como animações que se encontram em fase de produção. Contudo desconfio que essa lista não seja actualizada desde 2003. Há ainda espaço para a divulgação de concursos.

CURTAS METRAGENS
www.curtasmetragens.pt
Página dedicada à produção de curtas-metragens portuguesas e seus autores, inclui várias biografias assim como filmografias dos respectivos autores.

CINEMA PORTUGUÊS
www.cinemaportugues.net
Página dedicada ao Cinema Português, é uma espécie de motor de busca. A pagina não é actualizada há bastante tempo.

VIDEOTECA DE LISBOA
www.videotecalisboa.org
Página oficial da Videoteca de Lisboa, podemos encontrar vários catálogos relativamnete às mostras promovidas por esta instituição, alguns contém entrevistas a realizadores. Pode-se facilmente fazer o download dos catálogos (PDF). Há ainda espaço para a programação desta instituição.

CICLOPE FILMES
www.historiatragicacomfinalfeliz.com
Página oficial do Filme “História Trágica com Final Feliz”, é também a pagina da Ciclope Filmes. Podemos encontrar informações sobre o trabalho de Abi Feijó e Regina Pessoa, assim como as suas filmografias completas. É actualizada com frequência. Contém notícias sobre os filmes produzidos pela Ciclope Filmes.

CINANIMA
www.cinanima.pt
Página oficial do primeiro festival de animação organizado em Portugal.
Encontra-se nesta página toda a informação que diz respeito ao Cinanima.

CINECLUBE DE AVANCA
www.avanca.com
Página oficial do festival de avanca. Podem encontrar-se nesta página alguns workshops relativos ao cinema de animação. As inscrições estão a decorrer.

RTP
www.rtp.pt/wportal/sites/tv/patinhos/index.shtm
Página da RTP, dedicada à personagem do “Patinho”. Página dirigida ao público infanto-juvenil. Tem um carácter lúdico.

A PAGINA
www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=1797
Podemos encontrar aqui uma entrevista a Abi Feijó sobre o Cinema de Animação Português

Blogs

Devido ao grande número de blogs sobre cinema de animação, refiro apenas alguns do meu conhecimento. Se tiver um blog dedicado ao género não hesite em enviar um e-mail, terei todo o gosto em divulgar.

ALAMBIQUE
http://alambiquezz.blogspot.com
Blog de Cinema de Animação. Moderado po Carlos Fernandes, João Ferreira e Ricardo Blanco. O Blo tem por principal objectivo a promoção da animação nacional e internacional. Há ainda espaço para a divulgação de eventos. O Blog é actualizado com frequência e recomenda-se!

O TURNO DA NOITE
http://www.turno-da-noite.blogspot.com
Blog do Filme “O Turno da Noite”. Este blogue é uma espécie de viagem pelo "making off" do filme. Prsenteia-nos com imansas imagens, fruto da evolução do projecto.

EM BICOS DE PÉS
http://bicosdepes.blogspot.com
Blog do filme "Em Bicos de Pés", de João Ferreira. O Blog presenteia-nos com imagens de estudos de personagens e cenários. é actualizado regularmente.

IMAGINÁRIO FREEVLOG
http://imaginario-freevlog.blogspot.com
Imaginário Freevlog é um videoblog. Contém vários clips de video que podem ser visualizados se possuir o Quick Time instalado no seu computador. É actualizado regularmente.

Referências Bibliográficas

Para todos os profissionais, amantes e curiosos do género ficam aqui algumas referências bibliográficas.

BIBLIOGRAFIA GERAL:

MATOS - CRUZ, José de, Prontuário do Cinema Português 1896 - 1989, Lisboa, Cinemateca Portuguesa.
[Prontuário com várias entradas de filmes]

PINA, Luís de, História do Cinema Português, Mem Martins, Publicações Europa América, 1986.
[História do cinema português, não há nenhuma referência específica ao cinema português de animação]

RIBEIRO, Félix, Filmes, Figuras e Factos do Cinema Português 1896-1949, Lisboa, Cinemateca Portuguesa, 1983.
[Encontramos neste livro referências ao filme "A Lenda de Miragaia" e a "Quim e o Manecas"]

BIBLIOGRAFIA ESPECÍFICA:

BENDAZZI, Giannalberto, Cartoons: One Hundred Years of Cinema Animation, Londres, John Libbey, 1994.
[Esta obra é uma excelente "enciclopédia" do Cinema Mundial de Animação, contém referências a autores portugueses, nomeadamnete a Ricardo Neto e a Artur Correia]

GAIO, António, História do Cinema Português de animação – Contributos, Porto, Ed. Porto 2001, 2001.
[Este livro presta, como o próprio autor indica, alguns contributos para a compreensão da história do cinema português de animação, faz uma passagem por alguns períodos da história da Animação, apresenta ainda depoimentos de individualidades do cinema, assim como uma espécie de dicionário de autores de fácil consulta]


CASTRO, Ilda, Animação Portuguesa – conversas com, Lisboa, Ed. Câmara Municipal de Lisboa, 2003.
[Esta obra é uma compilação de entrevistas realizadas a personalidades do Cinema Português de Animação, é uma excelente fonte de informação, pois contém as filmografias completas de alguns autores]


ALMEIDA, Virgílio e RIBEIRO, José, A Suspeita – os bastidores do filme, Lisboa, Bedeteca de Lisboa, 2001.
[É um livro para quem gosta de cinema de animação e para quem quer descobrir o processo de produção. Apresenta-nos diversas imagens do processo criativo da criação do filme]


CATÁLOGOS

Existem vários catálogos de mostras de curtas na Videoteca de Lisboa, alguns apresentam entrevistas, outros têm apenas referências aos filmes. Encontram-se em PDF e pode-se facilmente efectuar o seu download atravésa da página oficial em www.videotecalisboa.org

Curtas 1999, Lisboa, Videoteca Municipal de Lisboa

Curtas Metragens Portuguesas 2000, Lisboa, Videoteca Municipal de Lisboa

Curtas Metragens Portuguesas 2001, Lisboa, Videoteca Municipal de Lisboa

Curtas # 5 - 2003, Lisboa, Videoteca Municipal de Lisboa

6ª Mostra de Curtas 2005, Lisboa, Videoteca Municipal de Lisboa


Na realização deste blog recorri, não só ás obras que refiro acima, mas à ajuda de algumas pessoas, que carinhosamente me apoiaram e continuam a apoiar na construção deste espaço.
Ficam aqui registados os meus agradecimentos ás seguintes pessoas:

Dra. Anabela Moutinho (Cineclube de Faro)

Dr. Frederico Lopes (Universidade da Beira Interior)

Dr. Francisco Paiva (Universidade da Beira Interior)

Dr. Eduardo Camilo (Universidade da Beira Interior)

Rui Cunha (Aluno de Eng. Informática na UBI)


Fica ainda um agradecimento especial a Marina Estela Graça e a Paulo Cambraia pelo desvelo com que trataram, e continuam a tratar este trabalho.

A todos os que colaboraram o meu sincero obrigado.




Reflexões II - O Filme de Autor

O filme de autor tem, na história do cinema português de animação, um percurso bastante curioso, se por um lado a história do cinema português de animação se inicia com o filme de autor (são exemplo disso o “Pesadelo de António Maria” 1923 e “A Lenda de Miragaia” (P:1930, E:1931), por outro, é na publicidade que se vão encontrar as principais referências do género, até 1970, quando surge o filme “Eu quero a Lua” (P: ?, E:1971), pela mão de Artur Correia.
A partir de 1970 podemos verificar a ascensão, ainda que gradual, da produção de obras de autor, tendo, em 2003 sido produzidas cerca de 13 obras em Portugal [1].
É no entanto curioso este percurso que o filme de autor faz: surge com os pioneiros e depois é colocado em parêntesis durante cerca de 30 anos, ganhado a partir de 1970 uma nova força.

Vejamos, no início do século XX (1923-1945), aquando o surgimento de “O Pesadelo de António Maria” ou de “ A Lenda de Miragaia”, vivia-se um contexto económico-social muito diferente do actual. O Cinema tinha acabado de nascer, vivia-se num ambiente de novidade e inovação, era natural que os mais curiosos, e também endinheirados, pudessem experimentar as maravilhas da animação. Assim estes filmes de autor surgem num panorama experimental. Explorava-se o novo universo que era a animação, as técnicas utilizadas eram muito primárias e existia ainda uma escassez muito grande de material[2], os realizadores experimentavam por puro prazer e divertimento.
Com o filme publicitário (antes do advento da televisão) já não se passava o mesmo, devido ao seu carácter de difusão comercial, apresentava um objectivo bem delineado: a venda do produto que anunciava! Eram filmes destinados a passar nas salas de cinema, nos intervalos ou antes das sessões. Os filmes eram produzidos de um modo bastante curioso e singular, o que, de certo modo salvaguardou a liberdade artística dos autores dos filmes.
Eram realizados “à priori”, ou seja antes da marca ou empresa encomendar qualquer tipo de publicidade. Depois de concluído, o filme era apresentado à empresa, e esta podia aceitar, ou não o anúncio publicitário. Os animadores encontraram assim uma forma de exercerem a sua actividade, preservando a sua liberdade artística.
Quando surge a televisão surge também uma “mini indústria” do cinema de animação. A animação descobre que vive melhor do filme animado publicitário, pois este era uma fonte de rendimento, o volume de encomendas era maior e assim os estúdios podiam produzir, os realizadores podiam fazer aquilo de que mais gostavam, sendo renumerados por isso, no entanto esta é uma situação que não agrada a muitos autores.
Os estúdios abrem por toda a aparte e há trabalho. Esta situação manteve-se num espaço de aproximadamente 20 anos (1960-1980). Em 1980 a indústria da animação começa a decair devido à crise nacional, associada à transformação e reestruturação de todo o sistema publicitário. Não nos podemos esquecer de que é na década de 80 que surgem as multinacionais, grandes empresas/grupos de publicidade, que acabam por esmagar produtoras mais pequenas, que ou são compradas pelas multinacionais, ou se reestruturam em pequenos ateliers. Estas multinacionais acabam por comprar um maior número de espaço comercial nas televisões o que provoca uma procura menor por parte de outras empresas deste espaço e sub consequentemente a produção de filme publicitário animado diminui. A própria ideia de publicidade modifica-se. Os criativos passam a trabalhar com uma equipa formada: doutorados, psicólogos, assessores de marketing. Isso faz com que muitas vezes o filme de imagem real seja escolhido em detrimento da animação, remetida na maior das vezes para o filme publicitário infantil[3].
No entanto, com a criação do IPC em 71 e do Cinanima em 77, desenvolvem-se várias estruturas que viriam a influenciar de modo positivo o cinema de animação, possibilitando assim o ressurgimento do filme de autor. Hoje o cinema português de animação vive mais do filme de autor do que da publicidade, no entanto, continuam a existir produtoras de animação em Portugal que trabalham não só com filmes de autor, mas com anúncios publicitários animados.


[1] Dados obtidos no ICAM (obras financiadas por esta instituição)

[2] Mário Neves, realizador de animação conta, em entrevista a Ilda Castro, que muitas das suas máquinas eram criadas por ele, desenhadas e enviadas a serralheiros para construção.

[3] É possivel que com as novas políticas de publicidade o filme de animação passe a publicitar produtos dirigidos para o publico infatil.
Se verificarmos as encomendas de trabalhos de animação encontramos anunciados muitos produtos infantis, como chocolates, cromos, pastilhas, gelados...
O "Vitinho", personagem criada pela marca Milupa, é um bom bom exemplo de estratégia de marketing.