quinta-feira, outubro 15, 2009

Filmes XXIX - "Todos os Passos", de Nuno Amorim

Título: Todos os Passos
Ano:2008
Duração:6'
Formato: Betacam SP
Realizador: Nuno Amorim
Produtor: Nuno Amorim
Argumento: Paulo amorim
Música: Paulo Amorim
Som: Nuno Amorim
Animação: Carina Beringuilho
Técnica de animação:
Voz Off:Nuno Lopes

Sinopse: É Outono e no seu quarto numa cidade qualquer alguém sente a falta do calor, dos sons, dos sabores, das cores, do vento desse verão.
Desenha e a câmara/papel regista a memória dos sons, sabores, do sentir, e dos aromas desse verão que ficam agora aqui neste caderno/livro, agora filme.

Imagem do filme Todos os Passos, de Nuno Amorim

terça-feira, outubro 13, 2009

Filmes XXVIII - "Melodia Amarga", de Pedro Moura

Título: Melodia Amarga
Ano: 2008
Formato: Betacam SP
Duração:10' 30''
Realizador: Pedro Moura
Produtor: Pedro Teles Ramos e Luís da Matta Almeida
Argumento: Pedro Moura, Leonor Castelo Pinto e Pedro Teles Ramos
Montagem: Pedro Moura e Joel Cardoso
Música: Luís Cipriano
Som: Paulo Curado
Animação: Carina Beringuilho e Osvaldo Medina
Técnica de animação: Desenho sobre papel

Sinopse: Retrato de uma relação fria e distante entre um casal de músicos dentro das quatro paredes da sua casa. A música é o elo comum entre eles, mas quando esta faz com que finalmente se aproximem pode já ser tarde de mais.



Imagem do filme "Melodia Amarga", de Pedro Moura


MELODIA AMARGA, Pedro Moura 2008 (Bitter Melody) 10' from Pedro Moura on Vimeo.



Entrevista Amarga (Bitter Interview) 19' from Pedro Moura on Vimeo.

terça-feira, outubro 06, 2009

Séries Animadas VI - Mulher

Realizador: Irina Calado
Vozes: Alfredo Brito, Dora Bernardo, Humberto Santana, João Saboga, Bull, Teresa Sobral, Vera Fontes, Yola Pinto
Ano:2008
Argumento e Diálogos: Irina Calado
Som: Paulo Curado
Música: José Condeixa
Montagem: Luís Canau
Duração: 5.30 x 6
Formato: Betacam Digital
Produtor: Humberto Santana
Produção: Animamostra
Financiamento: MC/ICA, RTP
Distribuição: Animamostra
Website:http://seriemulher.blogspot.com/

Imagem da série Mulher; ep.02: "Salve o seu casamento"


sexta-feira, outubro 02, 2009

Filmes XXVII - "Zé Pimpão, «o Acelera» ", de André Letria

Título: Zé Pimpão - O «Acelera»
Ano: 2007
Duração: 8'
Suporte: Betacam
Realização: André Letria
Adaptação: André Letria
Grafismo: André Letria
Texto: José jorge Letria
Música: Mário Delgado
Animação: Miguel Motas
3D: Jonatas Barros
Produção Humberto Santana
Voz: António Feio
Storyboard: André Letria
Pintura de Texturas: André Letria
Direcção Técnica: Miguel Mota
Sonoplastia: Paulo Curado
Pós-produção Audio: Paulo Curado
Pós Produção Vídeo: André Militão e Pedro Oliveira
Assistente de Produção: Manuela Costa
Contabilidade: Fátima Cardoso
Produtora: Animanosta

Sinopse:
Zé Pimpão é um fanfarrão que gosta de exibir carro e condução a toda a gente, incluindo a si próprio. Desconhecendo as suas limitações julgase imune ao álcool...até ao dia em que sofre as consequências da sua estupidez.



Imagem do filme, Zé Pimpão - O «Acelera»


sexta-feira, outubro 24, 2008

Breve percurso das séries de animação em Portugal: Exploradores

II - Os Exploradores

Segue-se ao período pioneiro, aquilo a que podemos chamar um período de exploradores, tendo início em 1991 com a série “A Maravilhosa Expedição às Ilhas Encantadas”, é ainda em 1991/92 que se assiste a uma mudança de atitude do então IPACA, que passou a atribuir apoios financeiros públicos específicos para a produção de cinema animação. A “A Maravilhosa Expedição às Ilhas Encantadas”, exibida na RTP, era constituída por quarenta episódios de cinco minutos cada, destinada ao público infantil e realizada por Humberto Santana e Luís da Matta Almeida, que fundam, no mesmo ano, com Rui Cardoso a produtora Animanostra, cinema, audiovisual e Multimédia, Lda. Em entrevista a Ilda Castro, Humberto Santana refere:

“A Animanostra talvez seja a produtora mais próxima da ideia de produtora com características industriais, embora tenhamos muitas características artesanais. Conseguimos ter uma equipa permanente que os outros não têm, o nosso tipo de produtos abrange as séries de televisão para crianças e não só os filmes de autor. Se houvesse condições para haver uma indústria, a Animanostra seria uma produtora virada para a indústria; nas condições que existem, é uma espécie de mix”

Esta produtora irá desempenhar um papel importante na produção de séries de animação, sendo hoje a produtora com maior volume de projectos apresentados e apoios financeiros concedidos pelo antigo instituto do cinema, audiovisual e multimédia (ICAM), hoje instituto do cinema e audiovisual (ICA).
Em 1993 a Animanostra volta a produzir uma série, desta vez temática, destinada ao público infantil, “Poemas Pintados”, realizada por Humberto Santana, e constituída por doze episódios de um minuto cada, caracterizando-se por ser inspirada em ilustrações realizadas por crianças.
Em linha cronológica segue-se outra série para a RTP, “Desinquietações” (1994) de Mário Neves, que conta as desinquietações vividas por um casal e que se demarca pelo seu conteúdo, uma vez que pode ser tida coma a primeira série que dirige os seus conteúdos para o público adulto. No entanto aconteceram vários contratempos e a série não chegou a ser terminada completamente. Produzida pelo estúdio [Panorâmica 35], a série era composta por 52 episódios distribuídos por 3 fases de produção distintas das quais apenas a primeira, constituída por dezassete episódios foi concluída. Ficaram assim, da segunda fase da série, constituída por vinte e três episódios, cerca de metade dos para produzir, sendo que a terceira fase, constituída por doze episódios, aguarda, segundo Mário Neves [2003] “um realizador para continuar a série”[1], encontrando-se a mesma em produção suspensa por tempo indefinido. Em 1994 verifica-se ainda o encerramento de um dos estúdios pioneiros mais produtivos, a Topefilme. Questionado sobre o encerramento do estúdio Artur Correia refere o seguinte:
“Em 1991, terminada a série “O Romance da Raposa”, vimos negados todos os projectos apresentados para novas séries. Ainda aguentámos o estúdio aberto até 1994, mas, crescendo as dificuldades financeiras de sobrevivência, o estúdio encerrou as suas portas em Maio desse ano. (...) A razão estará, talvez, no aparecimento de publicidade executada noutros países e apresentada pela RTP. A falta de protecção oficial à nossa animação só foi compensada pelo aparecimento da Cartoon Internacional, que incentivava as produções dos países da Comunidade Europeia.”
No mesmo ano a Animanostra apresenta os episódio piloto (6 minutos) da série “As Aventuras de João Sem Medo” uma adaptação da obra de José Gomes Ferreira. Porém o projecto viu-se inviabilizado devido à falta de investimento financeiro. No ano seguinte, em 1995, a Animanostra produz ainda oito filmes piloto: para a série “Oscar” três episódios de trinta segundos, realizados por Humberto Santana; para a série “Tóni Casquinha” dois filmes de trinta segundos cada, realizados por Humberto Santana; para a série “Ginjas” três filmes piloto de três minutos cada, realizados por José Pedro Cavalheiro. Esta série viria a obter mais tarde, em 2005, um apoio financeiro por parte do então Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia, no valor de 200.000,00€.
Em 1996 é ainda produzida uma série de dez episódios de um minuto cada, para figurarem do programa infantil “Jardim da Celeste”. Esta série viria a ser produzida por Jorge Neves e realizada por José Carlos Pinto e Yann Thual.
A Animanostra produz ainda em 1996 outro episódio piloto de trinta segundos, para a série “Para Bom Entendedor”, realizado por Humberto Santana. Depois da produção de vários episódios singulares, eis que finalmente a Animanostra volta a produzir uma série cronológica de intervalo de grande envergadura, “A Demanda do R” (1997), realizada por Rui Cardoso e Humberto Santana, e co-produzida com um parceiro francês. A série infantil contava a história de três bravos animaizinhos, que tentavam resgatar a letra R, roubada por um terrível vilão e era constituída por treze episódios de treze minutos cada, tendo sido exibida na RTP1, RTP2 e editada em DVD. Ainda no mesmo ano a Animanostra produz “A Família Barata”, mais um episódio piloto de quatro minutos, realizado por Rui Cardoso. Por encomenda da RTP, realiza ainda duas séries, com vinte episódios cada para o programa juvenil Jardim da Celeste.[2]
Este período fica marcado não só pela experimentação a nível de produção, com co-produções estrangeiras, e muitas produções inviabilizadas, mas também pela experimentação a nível dos públicos, número e duração de episódios.
Apesar de surgirem novos apoios do estado à produção de cinema de animação, o número de produções/projectos inviabilizados é bastante significativo.



[1] O realizador efectua este depoimento em entrevista com Ilda Castro entre 1999 e 2003.

[2] Os episódios desta série foram elaborados por realizadores distintos.